segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Basa Rondon é assaltado hoje e confirma a total ausência de segurança pública e segurança bancária

Heidiany Katrine Moreno, diretora do Sindicato dos Bancários do Pará, responsável pela pasta de Bancos Estaduais e que atua em Marabá e Região, informa, por telefone a este blog que houve mais um assalto a banco hoje na região, mais precisamente em Rondon do Pará, no Banco da Amazônia.

Seis assaltantes chegaram na agência do BASA em Rondon às 8 horas, renderam a gerente, entraram no banc,m fizeram todos os funcionários de reféns e levaram o dinheiro do cofre e dos caixas eletrônicos. Fizeram a limpa geral e fugiram.

Heidiany já orientou os colegas bancários a emitrem a CAT - Comunicação por Acidente de Trabalho, a ao mesmo tempo em que  denuncia ser mínimo, quase inexistente o policiamento em Rondon do Pará. E que o banco da Amazônia não investe como deveria em segurança bancária, deixando os trabalhadores expostos a todo tipo de risco.

 Então, sem segurança pública e sem segurança bancária, os bancários e a população de Rondon estão inteiramente nas mãos da bandidagem.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Defesa do Banpará passa também pelas eleições nos comitês dia 3

Nesta sexta, dia 3, haverá eleição pela intranet do Banpará para eleger os 3 representantes dos trabalhadores nos comitês paritários que tratam de segurança, relações trabalhistas e PCS - Plano de Cargos e Salários. Os comitês são fruto da luta dos bancários e bancárias do Banpará e integram o Acordo Coletivo de Trabalho que, juntamente com a Convenção Coletiva Nacional, é a lei dos trabalhadores do Banpará.

Cada bancário tem direito a votar em três colegas, um de cada comitê. Os 3 mais votados serão os titulares e a votação sequencial define os suplentes em cada comitê.

As candidaturas foram homologadas pela Comissão Eleitoral e, dentre outros, concorrem as companheiras Heidiany Katrine Moreno e Vera Paoloni. 

Heidiany concorre a uma vaga no Comitê de Relações Trabalhistas e no de Segurança Bancária e Vera Paoloni concorre a uma vaga no Comitê do PCS - Plano de Cargos e Salários e também no de Segurança Bancária.

Em tempo de ameaças à existência do Banpará, mais do que nunca é preciso fortalecer a organização de luta da classe trabalhadora e os comitês têm esse papel.

Portanto, participe, vote e eleja seu representante em cada comitê, levando em conta o empenho, a história e o compromisso de cada colega com a luta e os direitos dos trabalhadores.

Confira todos os nomes de quem concorre:

GT/ PCS
Edmilson Gomes Raiol (Sucob/Geace)
Érica Fabíola Monteiro Henrique (cedida para o Sindicato dos Bancários)
Kátia Luiza Silva Furtado (Afbepa)
Luiz Sérgio Montelo Tavares (Ag. Icoaraci)
Odinea Lopes Gonçalves (cedida para o Sindicato dos Bancários)
Vera Lúcia dos Remédios Paoloni (da FETEC-CN,cedida pelo Sindicato dos Bancários)

COMITÊ DE RELAÇÕES TRABALHISTAS
Érica Fabíola Monteiro Henrique (cedida para o Sindicato dos Bancários)
Heidiany Katrine S. Moreno (cedida para o Sindicato dos Bancários)
Laurentino Pinto de Souza (Ag. Belém Centro)
Luiz Sérgio Montelo Tavares (Ag. Icoaraci)
Maria Salete Gomes de Souza (Suloc/Genaq)
Odinea Lopes Gonçalves (cedida para o Sindicato dos Bancários)
Sheila de Souza Corrêa de Melo (Ag. BR Ananindeua)

COMITÊ DE SEGURANÇA
Edmilson Gomes Raiol (Sucob/Geace)
Fernando Manoel Neves Loureiro (Sulog/Gemab)
Heidiany Katrine S. Moreno (cedida para o Sindicato dos Bancários)
Laurentino Pinto de Souza (Ag. Belém Centro)
Luiz Carlos Amaral de Moura (Ag. Ananindeua)
Luiz Sérgio Montelo Tavares (Ag. Icoaraci)
Maria Salete Gomes de Souza (Suloc/Genaq)
Raimundo Nonato Costa Silva (Ag. Senador Lemos)
Vera Lúcia dos Remédios Paoloni (da FETEC-CN,cedida pelo Sindicato dos Bancários)
Wilson Júnior Leitão Rodrigues (Surec/Gerel)

A Privataria Tucana será lançado dia 2 no Sindicato dos Urbanitários
E neste momento em que alguém discute (no calado, na surdina) a venda do Banpará, vem a Belém lançar o livro " A Privataria Tucana" o autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr. Será nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, às 18 horas, no valoroso Sindicato dos Urbanitários do Pará, às 18 horas.  Haverá transmissão pela internet, via site dos urbanitários www.urbanitarios-pa.org.br

Embora as velhas mídias estejam em silêncio sobre a denúncia gigantesca contida no livro, já foram vendidos mais de 120 mil exemplares, está na 5ª edição e figura no topo da lista dos mais vendidos, na categoria de não-ficção.

Blogs e redes sociais têm dado conta do recado de divulgar o livro que denuncia a monumental privataria tucana no governo FHC-Serra. É desse período a venda da Celpa, Vale e de 22 dos 27 bancos estaduais. Banpará escapou da sanha. Por enquanto, que o deus mecado e vontade tucana de tudo privatizar nunca dormem!

Uma parte do time da Articulação Bancária panfletando hoje pela manhã na Praça da República, convidando a população para o lançamento do livro do Amaury Jr, "A Privataria Tucana"no dia 2. Na foto, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Cristiane, Alan, Vera Paoloni e Serginho.

Em defesa do Banpará

O Arte Bancária replica o artigo do deputado federal Cláudio Puty (PT-PA), originalmente publicado na pág. 8 do Jornal "O Liberal" deste domingo 29/01/12, pág 8 do caderno Poder.

Sobre a mesma ameaça de venda ou federalização do Banpará, tem artigo neste blog e no site da Fetec-Centro Norte,  assinado pelas companheiras Vera Paoloni e Heidiany Katrine Moreno.


Vamos manter aceso o lema orai, vigiai e lutai, porque o deus mercado e os tucanos não dormem!


 Em defesa do Banpará
 

Cláudio Puty (*)

O Banco do Estado do Pará (Banpará) foi um dos cinco, dentre os 24 {27}bancos públicos estaduais brasileiros, que sobreviveu, aos trancos e barrancos, à onda de privatizações neoliberais da década de 1990. Hoje essa instituição paraense, graças à gestão petista do estado, vive sua finest hour (melhor momento), com lucro recorde de R$ 120 milhões em 2011 e o pagamento, também recorde, de dividendos ao governo do Estado em torno de R$ 60 milhões. E o banco, é bom lembrar, não usa recursos do orçamento fiscal do Estado. Pois justamente agora, com o Banpará capitalizado e em expansão – mais 30 agências deverão ser abertas do interior do estado –, o governo do Pará discute a possibilidade de privatizá-lo ou “federalizá-lo”, neste caso passando o controle dos ativos para o
Banco do Brasil.

Ora, isso constitui uma afronta ao povo paraense!

No passado, as justificativas para a privatização dos bancos públicos estaduais foram o elevado grau de inadimplência de algumas instituições e o grande volume de emissão de títulos públicos estaduais, o que as tornava altamente dependentes de recursos do mercado financeiro, cujos juros eram escorchantes. Mas isso era apenas uma escusa oficial, porqueo governo FHC já havia se comprometido com instituições financeiras multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial, a privatizar os bancos estaduais, favorecendo a abertura do sistema financeiro brasileiro ao grande
capital nacional e internacional, e abrindo o caminho para a concentração bancária.

O Banpará escapou por pouco de ser vendido. Em 2006, no final do primeiro mandato de Simão Jatene, o banco estava enfraquecido, mas ainda assim teve um lucro de R$ 6 milhões (valores da época). No ano seguinte, o primeiro do governo do PT, os lucros foram de R$ 22 milhões; no
segundo ano, eles subiram para R$ 78 milhões; caíram para R$ 43 milhões em 2009 e fecharam 2010 com R$ 85 milhões. Naquele ano, o desempenho do banco paraense obteve a classificação “A” da empresa Austin Rating.

Tudo isso foi possível porque, durante o governo do PT, o Banpará adotou uma série de medidas para sanear as finanças da instituição.

O governo estadual vem usando argumentos contraditórios para justificar a necessidade de “se livrar” do Banpará. Primeiro, disseram que a entrada em vigor da chamada “portabilidade”, lei que obriga prefeituras e governos estaduais a não mais direcionar pagamentos de salários a determinados bancos, esvaziaria o Banpará. Por esse novo sistema, o funcionário público é livre para determinar em que banco receberá seu salário. Depois, inverteram o argumento; um secretário chegou a dizer que não havia sentido em continuar com o Banpará, pois ele se transformou em “mero pagador” da folha de funcionários. Mas o argumento principal dos defensores da venda do banco oficial paraense é o de que não se deve perder a “oportunidade”, já que o BB tem interesse em adquiri-lo.

É disso que se trata, no final das contas. Com a visão tacanha típica de seu ideário neoliberal, o governo de Simão Jatene quer vender o patrimônio público para obter fundos e assim aumentar a capacidade de investimento do Estado – afinal, fala-se que a venda do banco estadual poderia render perto de R$ 1 bilhão aos cofres do Pará. A verdade é que o Banpará, que durante os 12 anos de governos tucanos perdera a importância e quase foi vendido, no governo petista dobrou seu patrimônio líquido e voltou a ser atrativo, como mostram os números.

É claro que “federalizar” é melhor que privatizar. Mas, se isso vier a acontecer, o patrimônio público do Pará sairá das mãos do povo paraense.

O fato é que o Banpará não é um banco qualquer. Ele é uma instituição pública que tem um papel fundamental no fortalecimento da economia do estado, agindo principalmente como um banco de fomento de pequenos produtores de baixa renda. Com seus programas sociais, como o programa
de microcrédito a empreendedores informais e outros projetos de investimento em promoção do desenvolvimento e geração de emprego, o Banpará é um dos pilares do desenvolvimento com inclusão social.

É esse legado de luta que a sanha mercadista dos tucanos quer destruir.

(*) Cláudio Puty é deputado federal (PT-PA), presidente da Comissão de Tributação e
Finanças da Câmara dos Deputados
.

Leia também sobre venda do Banpará:
- Venda do Banpará? Não passarão!
- O Banpará não está à venda. É orai, lutai e vigiai!
- Venda do Banpará: tem abanador de fogareiro avivando esse braseiro
- "Precificação" do Banpará está na casa dos R$ 600 milhões

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Venda do Banpará? Não passarão!- Artigo


 * Por Vera Paoloni e Heidiany Katrine Moreno

Em 2008, o Brasil celebrou os 200 anos da chegada da corte portuguesa e a criação, por Dom João VI, da primeira instituição de crédito do país: o Banco do Brasil. Em outubro de 2011, o Pará celebrou os 50 anos do Banpará, uma das cinco instituições de crédito públicas estaduais remanescentes da privatização de 22 dos 27 bancos públicos do País na década de 90.

A história do Banpará é a crônica do sobressalto e da incerteza, mas atesta sobretudo a resistência de seus funcionários e a disposição de luta do povo do Pará para manter uma instituição que cumpre um papel importante para garantir crédito aos pequenos empreendedores e financiar o desenvolvimento do Estado, com forte atuação no microcrédito em todo o Pará, embora com pouca divulgação dessa importante atividade sócio-econômica.

O Banpará já enfrentou intervenção do Banco Central em 1987 e ameaça de privatização ou liquidação em 1998. Nessa última turbulência, o funcionalismo do banco abriu mão de 20% do salário durante um ano para assegurar que o banco se mantivesse público e sob controle do estado do Pará.

Sindicato dos Bancários e Associação dos Funcionários do Banpará, com o apoio da sociedade civil organizada, tiveram de ser engenhosos para livrar o Banpará da metralhadora giratória de FHC. Foi um tempo de desemprego e desespero para milhares de famílias bancárias. Tempo doloroso e cruel, mas as entidades sindicais bancárias, o funcionalismo e a sociedade resistiu e derrotamos no Pará o projeto neoliberal de FHC para os bancos públicos.

Mal começa 2012 e os jornais informam que o Banco do Brasil tem interesse em comprar o nosso Banpará. Pior! Dizem também que o governo do Pará está disposto a aceitar entre 600, 800 e 900 milhões de reais, uma bagatela por um patrimônio público capitalizado e forte, uma  alavanca à disposição da sociedade para financiar a produção e assegurar crédito para quem produz e gera emprego e renda. Dispensável lembrar o papel que as instituições públicas de crédito cumpriram no País para que pudéssemos mitigar os efeitos de crise financeira internacional em 1999, também no período FHC.

O fortalecimento do Banpará foi acentuado no governo do PT (2007 a 2010), mantendo-se em crescimento no ano passado e com muitas boas perspectivas para 2012, incluindo expansão da rede de agências. O interesse do BB nessa nova performance do Banpará é uma evidência desse sucesso. Faz parte da estratégia do  BB a incorporação de bancos, sobretudo os saudáveis, como já aconteceu com a Nossa Caixa, Nosso Banco, de São Paulo e o Besc, Banco do Estado de Santa Catarina.

Embora à primeira vista possa parecer um bom negócio, a incorporação do Banpará por um banco público, na real, é privatização, porque diminui o papel do estado em um setor estratégico e porque o Banco do Brasil, embora público, tem uma política de banco privado em que a meta de negócios é uma obsessão adoecedora, o que transforma o BB em dos campeões de assédio moral no sistema financeiro do país.

Vender o Banpará, seja para banco público ou banco privado, é uma atitude de lesa-sociedade, um atentado à soberania e um desrespeito ao povo do Pará, que disse sim no plebiscito para que o estado permanecesse grande e com capacidade de investimento, o que inclui uma instituição pública de crédito forte, enraizada e capitalizada para tocar o desenvolvimento do estado. O funcionalismo do banco e a sociedade paraense manterão a luta e a resistência a toda e qualquer atentado contra um patrimônio público do povo do Pará

Não há razões técnicas ou administrativas que justifiquem a venda do Banpará. Desfazer-se de uma empresa lucrativa, que é um instrumento de crédito e desenvolvimento do povo do Pará, lembra em muito o que houve com a Celpa, que o estado repassou à iniciativa privada e hoje temos, no Pará, um dos piores sistemas de fornecimento de energia, apesar de contribuirmos com mais de 60% das receitas da empresa que explora o que era um serviço público. É o mesmo modelo que os que defendem privatizações querem para a Cosanpa, a companhia estadual responsável por água e saneamento no Pará. Temas que estão na pauta e na ordem o dia para o movimento sindical bancário e dos que compõem a Frente contra a Privatização do Pará. 

Nessa nova ameaça à existência do Banpará, resistir e resistir é o nosso lema.

Venda do Banpará, privatização do estado? Não passarão!

* Vera Paoloni é funci Banpará e diretora da FETEC-CN (Federação Centro-Norte dos Trabalhores em Empresas de Crédito) e Heidiany Katrine Moreno é funci Banpará e diretora de Bancos Estaduais do Sindicato dos Bancários do Pará.Ambas integram a corrente Articulação Bancária Pará.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bradesco atenta contra a vida, segurança e memória do patrimônio brasileiro. Parabéns, ContrafcUT!

O Arte Bancária parabeniza a valente e combativa ContrafCUT, a Confederação da Classe Trabalhadora no ramo Financeiro, que completa hoje seis anos de muitas lutas, protagonismo e vitórias na vida de seus representados, quase a totalidade dos trabalhadores e trabalhadoras bancárias e do sistema financeiro.

Parabéns à direção da ContrafCUT que tem remado contra a correnteza do capitalismo e travado bons combates por condições de trabalho, resgate da cidadania, inclusão e igualdade de oportunidades. Sempre sindicateando!

A ContrafCUT e o movimento sindical bancário e do ramo financeiro de todo o país têm denunciado sistematicamente a ganância e falta de compromisso social dos bancos.

Hoje, é a vez do Bradesco, useiro e vezeiro em atentar contra a vida, contra a segurança de bancários e clientes.

Na denúncia feita pelo blog Hupomnemata, mais uma barbaridade do Bradesco: agora desfigura um patrimônio histórico de Belém e faz mais um atentado, agora contra a memória do povo brasileiro.

Nas duas fotos finais, as diretoras do Sindicato dos Bancários do Pará e integrantes da Articulação Bancária Pará, Cristiane Aleixo e Heidiany Katrine Moreno, em atividade sindical em Marabá, quando paralisaram a agência do Bradesco por falta de condições de trabalho e atendimento ao público.

A diretora do Sindicato e funcionária do Sindicato, Heládia Carvalho também tem denunciado a insegurança bancária, o assédio moral e a falta de respeito do Bradesco em relação aos bancários e clientes.
A Agência do Bradesco em Belém, na Av. Nazaré, Largo do Redondo: patrimônio histórico e memória desfiguradas. 

A denúncia no blog Hupomnemata: Edifício localizado na Av. Nazaré, Largo do Redondo, foi reformada no início do século XX pelo engenheiro arquiteto José Sidrim como residência do Sr. Lopo de Castro, atualmente sede de um Banco, está tendo seus preciosos azulejos retirados na surdina. Não se sabe se estão tendo o mesmo destino dos belos gradis do casario vizinho. Valha-nos quem?

Do Facebook da Ana Léa Mattos.

Observação: Passei hoje por lá. A porta que aparece nesta foto está coberta com um tapume. Ainda ontem percebi que os azulejos internos dessa varanda estavam sendo retirados. É caso de polícia. Quem vai fazer o quê?
Heidiany Katrine Moreno fotografa as pésssimas condições de trabalho do Bradesco-Marabá, no Pará...
... e junto com o Procon, as diretoras Heidiany Katrine e Cristiane Aleixo, do Sindicato dos Bancários do Pará, fazem a denúncia da falta de segurança e de condições de trabalho.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

BASA ganha tempo na Justiça para não acabar com os contratos ilegais de terceirização


O Banco da Amazônia compareceu ontem pela manhã  à audiência na 15ª Vara do Trabalho do Tribunal Regional do Pará, 8ª Região, em Belém do Pará. Já havia comparecido à audiência inaugural, em 28 de novembro e nada apresentara. A próxima audiência está marcada para 27 de fevereiro.

Nesta segunda audiência, o banco compareceu e de novo mostrou seu estilo, o de uma diretoria que não se movimenta quando o chamado é para cumprir a lei. Novamente não apresentou os contratos de terceirização e sim fez uma contestação à Ação Civil Pública informando que o Estatuto do banco diz que à área de Teconlogia da Informação (TI) é área meio e não área fim, querendo justificar a ilegalidade de ter 352 terceirizados e apenas 82 concursados numa área que é central em qualquer banco e em qualquer empresa. E apresentou uma tese que é uam sociedade de economia mista, como se não estivesse sujeito ao TCU, DEST e governo.

 Na ACP o Sindicato, solicita à justiça, após historiar a terceirização existente no banco:
  • Decretar a anulação dos contratos de terceirização área de Tecnologia da Informação, estipulando o prazo de dois anos para garantir que não haja senão funcionários concursados dentro do Banco da Amazônia S.A. nas áreas especificadas no plano de cargos e carreiras da instituição;
  • Garantir o provimentos das posições a serem disponibilizadas garantindo ao final do prazo de dois anos o total preenchimento de seus quadros funcionais de acordo com o art. 37, III da Constituição Federal.
 Na primeira audiência ocorrida a 28 de novembro/2011, o Banco da Amazônia não apresentou os contratos de terceirização, formalmente requeridos pelo Sindicato dos Bancários do Pará na
ACP - Ação Civil Pública. Ontem, novamente apelou para a tergiversação, com o claro intuito de ganhar tempo.

Enviesado -Sobre a alegação enviesada do banco de que é uma sociedade de economia mista, vale a pena lembrar que em dezembro/2010 o DEST - Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, realizou reunião com todas as estatais, no sentido de anunciar e pedir providências para a reversão  de todo procedimento de terceirização nas empresas que estivessem em desacordo com os termos do Enunciado 331, ou seja, que estivesse terceirizando atividades fins ou que as atividades fossem constantes dos atuais planos de cargos e carreiras das empresas estatais, subsidiárias e coligadas. 

O DEST fez a reunião em conformidade com Acórdão do TCU – Tribunal de Contas da União, que
determina a reversão, em todos estes casos. Todas as  empresas- BASA incluído - tomaram ciência que assim deveriam fazê-lo e pouco fizeram no sentido de cumprir a determinação do DEST e TCU.  No caso do BASA, a argumentação frágil da advocacia do banco quer fugir pela tangente como se não estivesse sujeito às leis que regem os entes públicos.

Ou seja, ao invés de tentar ganhar tempo na justiça, se respeitasse a lei, o TCU, o DEST e o próprio governo, o BASA já deveria era já ter apresentado cronograma detalhado de substituição de terceirizados, prazo dos concursos e incremento na qualificação dos concursados existentes.  Fez? fará?

Do jeito que desrepeita a categoria e agora a justiça, não está escape de o BASA entrar o mês de março já em ampla mobilização e até paralisação para que se cumpra e lei!

Participaram da audiência, pelo Sindicato dos Bancários do Pará os diretores Sérgio Trindade (vice-presidente) e o diretor Marco Aurélio Vaz dos Remédios, além da advogada do Sindicato, dra. Mary Cohen.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Banpará: inscrições para comitês terminam nesta sexta-feira 20

Estão abertas até às 17 horas desta sexta-feira 20, inscrições para eleições diretas aos comitês de Relações Trabalhistas( CRT), Plano de Cargos e Salários (PCS) e Segurança Bancária, comitês paritários e que são fruto da luta do funcionalismo para debater em pé de igualdade com o banco o mundo do trabalho, a carreira, o salário, a segurança, enfim, o cotidiano do trabalhador bancário. Na intranet do banco, desde o dia 6 de janeiro, estão as regras para a inscrição e eleição. Esta acontece dia 3 de fevereiro.

Qualquer bancário/bancária do Banpará com 1 ano de banco pode se inscrever e concorrer a qualquer um dos 3 comitês, inclusive pode se inscrever nos 3 comitês. Mas não poderá concorrer quem tenha função de gestão ou assessoramento.

E importantíssimo a participação dos colegas na inscrição e na eleição. Quanto mais organizada e unida estiver a categoria, mais fortemente lutará pela manutenção do Banpará enquanto banco público do povo paraense e também pela manutenção e ampliação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Para se inscrever, preencha o requerimento de inscrição e encaminhe-o para o Sindicato dos Bancários. Quem estiver no interior do Estado, pode enviar o requeriumento preenchido e assinado por fax ao Sindicato dos Bancários do Pará.

Clique aqui para conferir o edital das eleições.

E clique aqui para ler o requerimento de inscrição da candidatura


Participe! Inscreva-se e vamos unir forças para lutar pela manutenção do Banpará e também dos direitos  do funcionalismo do banco.
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